17h:30mim até perto das (20 horas) é horário reservado para
atletas da AADD estar em acção e praticar as suas habilidades. Para o treinador Ademã Chaúque da AADD, a dança desportiva é uma manifestação
corporal humano. Chaúque defendeu que dançar
significa expressar emoções, uma forma de relacionar-se consigo e com os
outros, para além de envolver outras expressões
artísticas aos exemplos da música e o teatro.
Chaúque contou que “Fui um dos primeiros formados pela professora no Centro de Pesquisa
Coreográfico em 2008. Actualmente sou treinador dessa modalidade. Danço há 12
anos antes de praticar essa modalidade, fazia a dança contemporânea uma
expressão artística que surgiu na década de 60
como uma forma de rompimento com a cultura clássica”.
A dança
desportiva é composta por dez danças de salão divididas em duas categorias
nomeadamente as latinas que se subdividem em Samba, Chá-Chá-Chá, Rumba, Paso
doble e Jive – e as clássicas – Valsa inglesa, Valsa vienense, Tango, Slow-fox
e Quick-step.
Conhecida como uma modalidade de dança que engloba
vários ritmos, a Dança Desportiva é uma actividade praticada por pessoas de
ambos os sexos, de todas as idades e níveis sociais. Associação está aberta
para o público a partir dos quatro anos em diante. O treinador explicou que a
criança com essa idade pode praticar essa modalidade visto que, já tem a
capacidade de fazer movimentos corporais mais precisos. Chaúque firmou que a
AADD é até então a conta com mais de 25 membros e acrescentou que os atletas moçambicanos,já
participaram em diversas competição fora do país a destacar: Lesotho, Botswana,
Swazilândia e ainda aqui em Moçambique no campeonato da dança desportiva realizado
no ano passado. Para a prática da modalidade o treinador disse que cada atleta
contribui com um valor simbólico de 600 a 800 Meticais de acordo com os dias da
prática dessa modalidade, em média ensaia-se três vezes por semana das
17horas:30minitos às 19horas:30minutos. Chaúquereferiu que apenas os mais
destacados são escolhidos para participar dos campeonatos e acrescentou que «quando participamos em campeonatos não
saímos de mãos abanados sempre conseguimos a primeira ou a segunda posição».
Chaúque respondeu que essa expressão corporal está
em constante evolução, desde os passos às músicas das diferentes danças.Como
forma de representar a cultura do país, sendo essa uma característica da dança,
o treinador afirmou que a AADD tem procurado sempre fazer uma fusão dos
diferentes ritmos da dança desportiva com os compassos musicais da cultura
moçambicana, ao exemplo do bailado "Niketche", baseado no livro da
escritora moçambicana Paulina Chiziane criado pela AADD.
Para
enfatizar ainda mais a ideia de que é possível encontrar ritmos moçambicanos na
Dança Desportiva, Chaúque explicou que no Samba pode-se encontrar tempos
musicais de Marrabenta e por isso que, por vezes a AADD faz uma fusão desses
ritmos deste modo cria, o Samba na Marrabenta e vice-versa mas essa mistura só é
possível, segundo Chaúque quando se fez um trabalho de pesquisa.
«Tenho
31anos estou a terminar a minha licenciatura na área de engenheira eletrónica.
Apesar de ser discriminado pela sociedade por dançar não como um hobby mas como
uma profissão, não desisto da dança pois ela é o meu futebol. Sou feliz por
mexer o corpo», disse.
Para
escolha do par de dança, o treinador explicou que não seleciona para ninguém a
parceira que cada pessoa deve optar para dançar visto que a dança é também uma
de expressar os sentimentos sendo que onde há insatisfação a mesma não se
realiza com perfeição.
Chaúque disse que a
pessoa pode bailar com diversos parceiros que achar necessário até encontrar o
parceiro ideal ou seja o par com o qual se identifica e o faz flutuar no
encanto da dança.
Calisto Muchanga de 25 anos, disse que a dança está presente
em diversos momentos da vida do homem o que se evidencia desde muito cedo
quando a criança sente a necessidade de mover-se e expressar espontaneamente
através do movimento corporal pelo que na sua opinião, há
uma necessidade de implementar-se a dança no curriculum escolar nacional visto
que ela também pode ser uma forma de educar as crianças.
«Na
procura de uma actividade de feiras, há sete anos, apaixonei-mepela dança, desde
então não parei mais.Já participei em diversos campeonatos em vários países a
destacar: Lesotho e Swalândia e sempre conquistei a primeira ou segunda
posição. Para além de dançar estou a estudarinformática, no Instituto de Transporte
e Comunicação», disse.
TeniseMondlane, de 20 anos, atleta dessa modalidade há seis anos
contou que «apaixonei me pela dança na
procura de uma actividade desportiva por questões de saúde, nunca fui
discriminada por dançar. Já participei em diversos campeonatos em vários países
a destacar: Lesotho e Swazilandia e sempre conquistei a primeira ou segunda
posição. Estou a fazer licenciatura na área de tecnologia biométrica
laboratorial ou seja, é um curso de laboratório em análise clínica».
Chaúque, Muchanga e Mondlane afirmaram que procuram organizar
as suas actividades laborais para que a dança não influencie negativamente nos
seus estudos.
Eco do surgimento da modalidade
Importa referir que a dança de salão surgiu entre o século
XVII e o início do seculo XIX, inicialmente entre as classes mais altas da
sociedade que participavam de eventos e bailes. Entre os seculos XIX e XX, esse
bailado tornou-se popular. A partir de 1909 realizou-se diversos campeonatos
mundiais em torno dessa modalidade.
Texto: Lápssia Mathe
Fotos: Atletas de ADDA
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